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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ONDE FICAM ALOJADOS OS REFUGIADOS QUE CHEGAM À GRÉCIA?

Mäyjo, 25.06.17

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Continuam a chegar às ilhas gregas de Lesbos e Kos milhares de refugiados provenientes maioritariamente da Síria, Afeganistão e Iraque. Tentando fugir aos conflitos que assolam os seus países, estes refugiados não encontram melhores condições quando chegam ao lado de cá do Mediterrâneo.

 

Embora haja várias equipas de voluntários a trabalhar no terreno e tenham sido montados vários campos de acolhimento, a ajuda prestada não é suficiente e os recém-chegados são obrigados a montar acampamentos em rotundas ou a amontoarem-se nos campos já existentes onde as condições de higiene são escassas.

Estima-se que os refugiados chegados a Lesbos nos últimos dias ascendam aos cinco milhares. Perante a falta de condições muitos são obrigados a acampar no meio do lixo e de vidro estilhaçado. Os campos que existem, como o de Kara Tep, estão sobrelotados e as condições são deficitárias.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão no terreno a prestar auxílio e divulgaram várias fotos das condições inumanas em que permanecem estes refugiados, indicando que é necessária “ajuda urgente” dos restantes países da União Europeia.

“Existem pessoas a dormir em pedaços de papel e a utilizar redes da apanha da azeitona para criar sombras. Os campos não são limpos, tal como uma discoteca com 2.000 pessoas lá dentro que não tomam banho há uns dias”, conta Elisabetta Faga, coordenadora dos MSF em Lesbos, ao Daily Mail.

“As autoridades municipais tentam limpar os campos, mas é muito difícil assegurar a manutenção destes espaços, recolher o lixo e limpar as casas de banho e chuveiros. Durante Junho chegaram cerca de 15.000 refugiados à ilha. É muito difícil para Lesbos receber tantas pessoas que vêm de diferentes países e diferentes culturas”, acrescenta a médica.

Na ilha de Kos a situação não é muito diferente. Há cerca de 700 refugiados a viver num hotel abandonado que tem apenas capacidade para 200 pessoas e há várias pessoas a receber tratamento médico devido a infeções originadas pelas deficitárias condições higiénicas.

 

URSOS POLARES VÃO EXTINGUIR-SE SE O AQUECIMENTO GLOBAL NÃO FOR TRAVADO

Mäyjo, 24.06.17

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Os ursos polares vão extinguir-se caso o aquecimento global não seja travado. A conclusão é de um novo estudo elaborado pelo Governo dos Estados Unidos.

 

No documento, onde a administração de Obama traça um plano de recuperação para a espécie, os Serviços de Pesca e Vida-Selvagem indicam que “o passo mais importante a dar para a conservação do urso polar é uma acção decisiva para travar o aquecimento no Árctico”, cita o Independent.

“Se não houver acções que travem efectivamente a causa primária da diminuição do gelo do mar, é improvável que os ursos polares sobrevivam”, lê-se no documento.

Os ursos polares alimentam-se, acasalam e dão à luz no gelo flutuante. Porém, nos últimos anos, com o aumento da emissão de gases com efeito de estufa e consequente aumento do aquecimento global, as plataformas de gelo flutuante têm vindo a diminuir. Se não houver gelo flutuante no Árctico será muito difícil a esta espécie conseguir sobreviver.

Estima-se, actualmente, que a população mundial de ursos polares seja de 20.000 a 25.000 espécimes.

Foto: Andy Silver / Creative Commons

LINCE-IBÉRICO JÁ NÃO ESTÁ “CRITICAMENTE EM PERIGO”

Mäyjo, 23.06.17

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Depois de quase década e meia a ser considerado o felino mais ameaçado do mundo, o lince-ibérico deixou de ser considerado internacionalmente como uma espécie “criticamente em perigo” para voltar a ser uma espécie “em perigo”.

 

Embora a população de linces-ibéricos seja reduzida e o animal corra o risco de se extinguir, os esforços de conservação e os programas de reprodução em cativeiro e de reintrodução na natureza contribuíram para melhorar a sua situação, o que foi suficiente para a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) deixar de o considerar “criticamente em perigo” na actualização mais recente da sua Lista Vermelha, que foi divulgada esta terça-feira.

O lince-ibérico estava classificado como “criticamente em perigo” pela IUCN desde 2002. Nessa altura, a população selvagem destes animais estava no limiar da extinção. Em Portugal, não se via um lince na natureza desde o início da década de 1990 e em Espanha eram poucos os que restavam. Como tal, os dois países ibéricos uniram-se para vários projectos de conservação.

Entre 2002 e 2012, o número de linces triplicou de 52 para 156 em duas subpopulações distintas na Andaluzia – na Serra Morena e em Doñana, escreve a agência SINC. Desde 2012 que o programa de reintrodução dos linces na natureza se intensificou, com cinco centros de reprodução em cativeiro activos na Península Ibérica – quatro em Espanha e um em Portugal, em Silves. O primeiro casal destes animais foi libertado em Portugal em Dezembro último. Actualmente, existem pelo menos 11 linces a viver em liberdade em território luso.

Leão entre as espécies ameaçadas

Na nova actualização da Lista Vermelha da IUCN, a otária de Guadalupe é outro caso de sucesso. Entre o final do século XIX e a década de 1920 a espécie foi dizimada pela caça e o mamífero que vive na costa do México e da Califórnia chegou a ser considerado extinto. Em 1950 não havia mais de 200 a 500 animais. Esforços e programas de conservação conseguiram aumentar a população destes animais para 20.000 em 2010. A otária de Guadalupe passou de “quase ameaçada” para espécie de “menor preocupação” na última revisão da lista.

Mas nem só de boas notícias se faz a actualização da Lista Vermelha da IUCN. Muitas espécies vão no sentido contrário de conservação. O gato dourado africano é um deles e passou de “quase ameaçado” a “vulnerável”. O leão-marinho de Hooker saltou de “vulnerável” a “em perigo”. E até o próprio leão, embora se tenha mantido com o estatuto de “vulnerável” a nível global, passou a ser considerado “criticamente em perigo” na África Ocidental, devido ao recrudescimento da caça ilegal.

A nova actualização da Lista Vermelha analisou 77.340 espécies de plantas e animais, dos quais 22.784 estão ameaçadas de extinção. A caça e a destruição do habitat destes animais são as principais ameaças para 85% destas espécies.

Foto: juanmann / Creative Commons

Artistas urbanos pintaram a fachada de 209 habitações

Mäyjo, 22.06.17

foto_1A ARTE URBANA QUE UNIU UMA COMUNIDADE